sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assassinatos na Região Norte - Um caso de segurança pública sério

Boa Noite queridos!

Ontem, devido à postagem de Belo Monte, fiquei pensando ontem e hoje no que eu iria escrever, ai lembrei da história dos assassinatos que estão ocorrendo na região Norte do país, então resolvi escrever um texto abordando esse assunto, que junto com a postagem do Novo código florestal e à de Belo Monte, fecha o trio de postagens sobre o meio ambiente.

Bem, como todo mundo sabe, na região norte estão ocorrendo muitos assassinatos, motivados por conflitos principalmente entre defensores da floresta amazônica e madereiros e agrários, e isso está se tornando tão sério que foi preciso acionar a força de segurança nacional. Mas a dúvida que sempre fica no ar é o por que desses assassinatos ocorrerem por um motivo tão simples? eu dou a resposta, ganância.

Esse assunto é antigo, começou com o assassinato de Chico Mendes, que ficou famoso mundialmente por defender a floresta como sua filha, Mendes foi morto em 1988 com 2 tiros de escopeta na porta de sua casa, a mando do "Senhor" Darly Alves da Silva, um fazendeiro corrupto e assassino, a morte de Mendes gerou uma onda de protestos e até criação de ONG's, como é o caso da ONG Tortura Nunca Mais, que criou o prêmio Chico Mendes de Resistência.
Chico Mendes

Outro caso famoso que devo citar é à da americana Dorothy Stang, uma senhora que era exemplo de luta contra os conflitos agrários, carinhosamente chamada de "Irmã Dorothy", ficou famosa por contruir a primeira escola de formação de professores na Rodovia Transamazônica, porém, devido aos seus esforços contra os conflitos fundiários, recebia inúmeras ameaças de morte, mas nunca se deixou levar pelo medo. For morta em 2005 com 6 tiros, disparados por Vitalmiro Moura, ou "Bida", um outro fazendeiro assassino e que, na minha mera opinião, deveria apodrecer na cadeia, que é seu lugar.
Irmã Dorothy

Mais uma história triste, à do casal de líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, que foram mortos no dia 25 de maio deste ano, considerados os sucessores de Chico Mendes, ficaram famosos por defenderem a floresta, denunciando o avanço da destruição causada por madeireiros
ilegais, o casal vinha recebendo ameaças de morte por parte destes desde 2008, e José constantemente dava depoimentos que uma hora ou outra seria morto. Eles nunca receberam proteção policial.

José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva
A questão é o seguinte, baseando nestes 3 exemplos, o que se pode dizer sobre os conflitos agrários é que a Região Norte está se tornando um "faroeste caboclo' com disse meu professor, uma terra sem lei comandada por madeireiros corruptos que só pensam na destruição da floresta para satisfazerem suas necessidades de enriquecimento sem pé nem cabeça, o mais difícil é pensar que dificilmente estes bandidos são presos, pois conflito agrário no Brasil parece filme de "Western Spaghetti" ou se mata ou se mata.

O que me preocupa mais ainda são nossas futuras gerações, o que será delas se a destruição da nossa bela amazônia continuar? é um caso lisérgico de desespero que precisa de mudanças drásticas. É triste pensar no número de pessoas anônimas que morrem todos os anos por causa de conflitos agrários no Brasil, e se continuar assim, nos próximos anos ninguém irá querer mais defender a floresta.




Autor: Piantino

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Questão Belo Monte

Boa Noite jovens leitores!

Hoje venho com um tema que anda dando muita dor de cabeça para muitos ambientalistas e conservadores, a questão belo monte.


Esse assunto anda dando muito o que falar por causa que, na opinião de muitos, não serve para nada, vocês devem estar pensando "como não serve pra nada?!" eu respondo, como vocês devem saber, o projeto de Belo Monte consiste na construção de uma hidrelétrica na região do Xingu, que aumentaria a demanda de energia para todo o Brasil, esse assunto é bem antigo, tudo começou em 1975, quando sob o comando dos militares que governavam o Brasil desde o golpe de Estado de 1964, a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte) iniciou os estudos do Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu, primeiro passo no projeto de construção da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte. Foi responsável por este levantamento o Consórcio Nacional de Engenheiros Consultores S.A (CNEC Engenharia), empresa naquele momento integrante do grupo Camargo Correa, um dos maiores interessados em participar do processo de construção de Belo Monte.

Onde fica o Xingu
Mas o que nosso colegas militares não sabiam, é que a reação à construção iria ser muito forte, devido à região do Xingu ser uma importante bacia hidrográfica para povos indígenas que habitam a região, tanto que em 1989 ocorreu em Altamira -PA o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, que reuniu aproximadamente 3 mil pessoas, entre lideranças indígenas como Raoni Metuktire (cacique Kayapó), Marcos Terena e Ailton Krenak; o então diretor da Eletronorte José Antônio Muniz Lopes (que se tornou presidente da Eletronorte no governo FHC e preside agora a Eletrobrás; o cantor inglês Sting(!); além de centenas de ambientalistas e jornalistas.

O governo da época, vendo a massiva indignação dos povos indígenas diante da construção da usina, resolveu cancelar e recomeçar um novo projeto. Dezesseis anos depois, em agosto de 2005, a Eletrobrás firmou acordo de cooperação com as construtoras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa para a conclusão dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental da UHE Belo Monte. Em maio de 2009 o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) foram entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão brasileiro responsável pela análise destes documentos e posterior emissão das licenças para a realização do leilão e obras da hidrelétrica.

Em fevereiro de 2010, o governo brasileiro emitiu a chamada Licença Prévia (LP) que autoriza o leilão de Belo Monte. Além das empreiteiras já citadas, teve apoio do grupo francês GDF Suez; de importantes grupos eletro-intensivos e mineradores, como Votorantim, Vale e Alcoa; diversos empresários; governadores, prefeitos e parlamentares. Mas por que os povos do Xingu lutam, há mais de vinte anos, contra a construção desta hidrelétrica — apelidada de “Belo Monstro” pelos moradores e moradores da região? A resposta parece ser clara para quem conhece a floresta e o rio, mas aparentemente “incompreensível” para quem mora a milhares de quilômetros de distância, no centro-sul do Brasil.

O fato é que a construção do "Belo Monstro" causaria um impacto ambiental inestimável à flora e a fauna da região, devido ao alagamento de uma extensa área, que desalojaria cerca de 14.000 pessoas, mas aí que vem o grande "X" da questão, por que o governo insiste em gastar 30 bilhões de Reais em uma coisa que o Brasil não precisa? por que os Senhores políticos não investem em algo sustentável? o Brasil possui várias meios para obtenção de energia limpa, e pensando assim, construir algo como Belo Monte não faz sentido nenhum.

Para ajudá-los a compreender o por que de não fazer sentido, aí vai algumas questões:

1. O primeiro fator a chamar atenção – e um dos menos destacados pelo governo federal – é a destinação da energia a ser gerada UHE Belo Monte. Aproximadamente 80% da eletricidade atenderá as empresas do Centro-Sul do país. Até 20%, caso a negociação realizada entre a União e o governo do Pará se concretize, ficarão para atender empresas eletro-intensivas deste estado, principalmente as Vale e Alcoa. Gerarão vantagens competitivas para estes grupos no cenário internacional, mas não proverão nem 1 quilowatt (KW) para as comunidades amazônicas que até hoje não possuem energia elétrica.

2. Também não é divulgado que a energia prometida (aproximadamente 11 mil megawatt (MW), só será entregue durante quatro meses no ano. Em outros quatro meses a usina funcionará apenas com 30% a 40% de sua capacidade máxima; nos quatro meses restantes, não gerará praticamente nenhuma energia. A média anual ficará em torno de 4,5 mil MW, segundo os dados da própria Eletrobrás – uma média muito baixa quando se faz a relação custo-benefício, podendo inclusive inviabilizar financeiramente o projeto.

3. O estudo entregue pela Eletrobrás ao IBAMA não informa que mais de 20 mil pessoas serão obrigatoriamente deslocadas das áreas onde vivem, deixando para trás suas relações sociais e econômicas, além de elementos materiais de suas memórias. Chama atenção que o EIA utiliza como parâmetro a média brasileira de componentes por grupo familiar, entre três e quatro pessoas. Na região amazônica, porém, a média é outra. A bibliografia disponível indica que o grupo familiar é composto, em média, por 5,5 a 7 pessoas. As conseqüências deste equivoco são graves, pois ao subestimar a população remanejada não é possível pensar corretamente as estruturas e equipamentos sociais necessários para atender quem precisará de moradia, escola, posto de saúde, estradas e outros equipamentos públicos. Problemas semelhantes já se manifestaram nas construções das hidrelétricas de Tucuruí (PA), Balbina (AM) e Samuel (RO).

4. O EIA de Belo Monte afirma que o reservatório, com 516 Km², atingirá diretamente três municípios: Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo. Porém, especialistas afirmam que Anapu e Senador José Porfírio também serão afetados pelo lago. O estudo oficial diz que onze municípios sofrerão impactos sócio-econômicos e ambientais da hidrelétrica: Altamira, Senador José Porfírio, Anapu, Vitória do Xingu, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Uruará, Brasil Novo, Gurupá e Medicilândia, perfazendo mais de 300 mil habitantes. Pautado nesta informação, o MPF tem apresentado uma das contestações ao processo de licenciamento. Se o próprio EIA informa que onze municípios sofrerão impactos, sustentam os procuradores do Ministério Público, então não são suficientes as quatro audiências públicas realizadas – em Belém, Altamira, Brasil Novo e Vitória do Xingu. Faltaram a participação, o amplo debate e os esclarecimentos à população afetada, razões de ser das audiências.

5. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), afirmou, em outubro de 2009, que o custo de Belo Monte seria 16 bilhões de reais. Cinco meses depois, e um mês após a emissão da LP, a EPE reavaliou este custo, estimando-o em aproximadamente R$ 20 bilhões. As empreiteiras, principais interessadas na construção da usina, avaliam que o valor final não será menor que R$ 30 bilhões. Esta indefinição sobre o custo total da obra impossibilita uma segura avaliação em relação ao custo-benefício e à viabilidade econômica. É importante frisar que não estão sendo consideradas a rede de transmissão de energia, subestações, e outras estruturas necessárias ao completo funcionamento do complexo hidrelétrico. Em março de 2010, a EPE também elevou, em mais de 20% (de R$ 68 para R$ 83), o preço-teto da energia vendida nos leilões da Usina de Belo Monte.

6. Os empreendedores estimam que aproximadamente 100 mil pessoas migrarão para a região, principalmente rumo à cidade de Altamira. Alguns especialistas falam que este número, como outros informados pelo governo, também está subestimado. Calculam, amparados no que ocorreu em obras semelhantes, um mínimo de 150 mil pessoas. A Eletrobrás observa no EIA/RIMA que 18 mil empregos diretos serão gerados no pico da obra, no terceiro e o quarto anos de construção. Somados os 23 mil empregos indiretos previstos, seriam 41 mil postos de trabalho. Nas contas do próprio governo, portanto, aproximadamente 60 mil pessoas que migrarão não terão emprego em nenhum momento. A obra deve durar dez anos. No final da construção, a quantidade de empregos estimados é de apenas 700 diretos e 2.700 indiretos. O EIA/RIMA avalia que 32 mil migrantes deverão ficar na região após o termino da obra, a maioria em Altamira.

7. De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) o metano (CH4) é um gás de efeito-estufa que causa um impacto 25 vezes maior no aquecimento global que o gás carbônico, por tonelada emitida. As hidrelétricas são responsáveis pela liberação de metano, pois a vegetação que fica submersa com a formação do lago (no caso de Belo Monte, com mais de 500 Km²), libera, ao se decompor, grandes quantidades do gás. A produção de CH4 também ocorre com o processo de passagem da água pelas turbinas e vertedouros da hidrelétrica, algo ignorado pelo EIA/RIMA. As grandes hidrelétricas agravam em especial esta situação, pois quanto maiores a área alagada, e a água movimentada, maior a emissão de metano.

8. O EIA/RIMA afirma que serão afetadas diretamente pela usina de Belo Monte as Terras Indígenas Paquiçamba (do povo Juruna), e Arara da Volta Grande do Xingu (do povo Arara), além da Área Indígena Juruna do Quilômetro 17 (também do povo Juruna). O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) afirma que também será afetada diretamente a Terra Indígena Trincheira Bacajá (dos povos Kayapó e Xicrin). Porém, mesmo reconhecendo este impacto direto, o governo recusa-se a realizar as oitivas indígenas, conforme determinam o artigo 231 da Constituição e a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Este também é um dos principais questionamentos levantados pelo Ministério Público Federal.

9. Com a construção da barragem principal da usina de Belo Monte, uma área de aproximadamente 100 quilômetros, na chamada Volta Grande do Xingu, terá a sua vazão de água reduzida a algo em torno de 30% do fluxo atual. Sobre isso, o parecer técnico nº114/2009, assinado por seis analistas ambientais do Ibama, e um dos documentos básicos para a emissão da LP, é claro. Diz o parecer: “o estudo sobre o hidrograma de consenso não apresenta informações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade e as condições de vida das populações do TVR [Trecho de Vazão Reduzida]”.

10. Para que as águas do rio Xingu possam fluir da barragem principal até as vinte turbinas que estão previstas para Belo Monte, serão abertos dois gigantescos canais no meio da floresta, o que movimentará aproximadamente 150 milhões de metros cúbicos de terra, e 60 milhões de metros cúbicos de rocha, equivalentes à movimentação de material realizada na abertura do Canal do Panamá. Os impactos não foram totalmente contabilizados no EIA/RIMA de Belo Monte, além de não ter sido fornecida informação clara sobre o local onde o material retirado será depositado, caso a obra avance.

imagine perder esta paisagem?
11. O parecer técnico nº114/2009 também afirma que “tendo em vista o prazo estipulado pela Presidência [do IBAMA], esta equipe não concluiu sua analise a contento. Algumas questões não puderam ser analisadas na profundidade apropriada, dentre elas as questões indígenas e as contribuições das audiências públicas”. Porém, em relação ao que puderam identificar, os analistas ambientais destacam, além das questões referentes ao TVR, o não-dimensionamento a contento dos impactos decorrentes do afluxo populacional para a região. Em consequência, podem ser insuficientes as medidas que tentarão preparar a região para receber tal afluxo, além de estar indefinida a responsabilidade de cada agente públicos nas ações necessárias. Um terceiro elemento apresentado no parecer 114/2009 é um elevado grau de incerteza em relação ao prognóstico da qualidade da água, em especial no reservatório dos canais da hidrelétrica.

12. A Licença Prévia nº342/2010, emitida pelo Ibama em 1º de fevereiro de 2010, apresentou quarenta condições para a execução da obra. O cumprimento de várias delas, porém, só poderá ser atestado após a conslusão e pleno funcionamento da obra. É o caso da garantia de qualidade da água, navegação e modos de vida da população da Volta Grande do rio Xingu. A licença também posterga a apresentação das estratégias para garantir a infra-estrutura que antecede as obras. Ela só será definida depois da escolha da empresa que gerará a energia. Estas indefinições estão sendo questionadas por diversos movimentos sociais, ONGs e Ministério Público. Entende-se que não é possível adiar o atendimento destas condicionantes. Após realizado o leilão, a pressão política e econômica do consórcio vencedor para o rápido início dos trabalhos será muito mais forte. Haverá enorme risco de que fiquem à margem do debate fatores importantes para a preservação da vida, e do próprio rio Xingu.

Essa semana, ocorreu a liminar para o começo das obras, agora é esperar para ver o que vai acontecer, se os povos indígenas irão recorrer da decisão ou estes irão se ignorados mais uma vez. Mais um problema para as futuras gerações deste país, junto com o novo código florestal, eu diria um 'problemão"

Autor: Piantino

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Novo Código Florestal Brasileiro: Uma futura dor de cabeça para o futuro da Nação?

até onde vai a Impunidade?
Boa Noite caros companheiros!

Essa semana eu e meu colega Raul não podemos escrever por que estamos lendo alguns livros interessantes, e ai nós acabamos ficando sem tempo para escrever, mas uma notícia que vem passando na mídia à algum tempo me chamou a atenção e revolvi escrever hoje.

O Novo código Florestal, já ouviram falar nele? uma espécie de "atualização" do código nacional, criado a partir da Lei nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965. Esse código já passou por várias reformas desde a sua criação, em vista que durante a década de 70 o Brasil passou pelo "Milagre Econômico", que levou o país a um crescimento econômico jamais visto por aqui, e com isso, viram uma necessidade de mudanças no código florestal, para evitar a destruição das matas.

Passados mais de 30 anos, o Brasil vivencia outro Milagre, caracterizado pelo aumento do Brasil no cenário Internacional no que diz respeito à economia, e os senhores políticos resolveram mais uma vez alterar o código florestal, para que as indústrias e os agricultores não ultilizem a terra de forma "ilegal" e que possam explorar de um "outro jeito", confiram:


Reserva legal

Lei atual: determina que a manutenção de florestas e outras formas de vegetação nativa deve ser de 80% em propriedades em área de floresta na Amazônia Legal, 35% nas propriedades em área de cerrado na Amazônia Legal e 20% nas demais regiões. Se a área da reserva for menor que o previsto em lei, o proprietário deve promover a recomposição.

Texto votado: pequenos produtores rurais, cujas propriedades sejam de até quatro módulos fiscais (medida variável que vai até 400 hectares) não precisarão recompor as reservas legais.

Margem de rios

Lei atual: prevê proteção da vegetação até 30 m de distância das margens dos rios mais estreitos, com menos de 10 m de largura.

Texto votado: no caso de áreas já desmatadas, a recomposição deverá ser de 15 m de distância da margem. Permanece a exigência de 30 m para as áreas que se mantiveram preservadas.

Anistia

Lei atual: elenca uma série de contravenções passíveis de punição de três meses a um ano de prisão ou multa de 1 a 100 salários mínimos. O decreto 7.029/2009 prevê multa para quem não registrar a reserva legal até o próximo dia 11 de junho. Se as áreas desmatadas forem recuperadas até essa data, ficarão livres das multas.

Texto votado: o compromisso de regularização do imóvel suspende eventuais punições de detenção e/ou multa que tenham sido aplicadas ao proprietário. A efetiva regularização extingue a punibilidade. A adesão ao programa de regularização deverá ocorrer em um ano (prazo que pode ser prorrogado pelo governo) a partir da criação do cadastro de regularização ambiental (CAR). O cadastro deverá ser criado até três meses após a sanção do novo código.

Topos de morro

Lei atual: proíbe utilização do solo em topos de morros, montes, montanhas e serras, encostas com declive acima de 45°, restingas fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, bordas de chapadas, áreas com mais de 1,8 mil m de altitude.

Texto votado: o texto admite a manutenção de atividades florestais, pastoreio extensivo, culturas lenhosas perenes, como café, maçã, uva, ou de ciclo longo, como a cana de açúcar, que não estavam previstas no texto apresentado pelo relator.

Áreas consolidadas

Lei atual: a classificação de área rural consolidada inexiste no código em vigor.

Texto votado: atividades em áreas rurais consolidadas - anteriores a 22 de julho de 2008 - localizadas em Área de Preservação Permanente poderão ser mantidas se o proprietário aderir ao Programa de Regularização Ambiental. A autorização será concedida em caso de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto.

Sim, alguns pontos, coo por exemplo o dos topos de morros parecem que surtem efeito, mas somente na teoria, pois na prática é muito difícil, até por que muitas pessoas vivem em topos de morros (comunidades e favelas) já no ponto de vista agrário, o novo código permite a ultilização dos morros e encostas para plantio de culturas perenes, mas para que isso surta efeito na prática, é preciso fazer um estudo minuncioso antes, pois a presença de plantio em áreas de encostas correm sérios riscos de deslizamento e eventual desequilíbrio da flora e da fauna local.

Por outro lado, alguns pontos do novo código parecem que foram criados para ajudar agricultores "fanfarrões", ou como eu gosto de chamar, os "senhores feudais" brasileiros, o primeiro ponto que citei, referente às reservas vegetais, diz que "manutenção de florestas e outras formas de vegetação nativa deve ser de 80% em propriedades em área de floresta na Amazônia Legal, 35% nas propriedades em área de cerrado na Amazônia Legal e 20% nas demais regiões", o novo código impõs que os pequenos propietários de terras não precisam fazer o reflorestameto das áreas desmatadas, ou seja, donos de terras de até 400 hectares não são obrigados a reflorestarem a mata nativa.

Aí vem a discussão, isso faz parte de uma, desculpem o termo chulo, sacanagem, por que o senhor deputado Aldo Rabelo propôs exatamente o que ambientalistas chamam de "genocídio da mata" por que o novo código também impôs que os propietários que desmatarem estarão insentos de multas, isso quer dizer que propietários de má índole aproveitaram e encherão os bolsos de dinheiro enquanto a mata é destruída, desrespeitando também a flora das margens dos rios, causando um enorme desequilíbrio ecológico de bacias hidrográficas inteiras.

O mais interessante é que o pesquisador Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), relatou um estudo feito por diversos especialistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),mostrando os principais impactos do desmatamento sem controle causado por agricultores, e ele relatou que os participantes da votação não deram importância, aliás, não ultilizaram nenhuma base científica para a realização do novo código, isso eu caracterizo como "disputa de lobby", ou seja, para ver quem tem mais influência dentro da casa.

Infelizmente, só posso dizer uma coisa, enquanto esses políticos quadrilheiros (viva senhor Palocci!) estiverem ocupados em ajudar agricultores ladrões, desejo sorte aos meus filhos e netos, ou seja, o futuro desta nação.

Autor: Piantino

terça-feira, 17 de maio de 2011

A morte de Bin Laden a mando do Prêmio Nobel da Paz


Olá leitores, trago aqui mais um artigo sobre Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden, mais conhecido como Osama bin Laden ou somente bin Laden, este artigo que segue abaixo foi extraido do sáite amigo Trocando em Letras mas originalmente foi retirado do Brasil de Fato, um jornal semanal Brasileiro que pode ser encontrado no link: http://www.brasildefato.com.br/.
Completando o trabalho do camarada Piantino,apresento este artigo que é muito relevante e faz parte da realidade mundial.

                                                                                                Raul Tavares

Brasil de Fato

A principal causa das guerras e mortes de civis permanece: a insaciável ganância de acumular riqueza e poder!

11/05/2011

Editorial edição 428 do Brasil de Fato


            Após dez anos de procura, Osama Bin Laden, líder da rede Al Qaeda, finalmente foi assassinado pelo governo estadunidense. Encontrado numa mansão a 70 km da capital paquistanesa, foi executado com um tiro na cabeça por uma tropa de elite do exército dos EUA, treinada para promover ações encobertas em qualquer parte do planeta. Restava, para concluir a missão, livrar-se do corpo. Jogá-lo em alto-mar, de um helicóptero, na tentativa de desaparecer com os vestígios do cadáver, repetiu a prática dos militares da ditadura Argentina, na década de 1970.
            Todo o acontecimento ainda está cercado de dúvidas, afirmações que são desmentidas imediatamente e questões que certamente ficarão sem respostas por muito tempo. O próprio governo dos EUA não hesitou em mentir, vergonhosamente, ao transmitir as primeiras informações sobre o assassinato.
            Não há nenhuma defesa a Bin Laden ao se questionar e se indignar com o seu assassinato. Identificado como responsável por inúmeras ações que causaram a morte de milhares de civis, ele deveria ir a julgamento e, caso condenado, pagar pelos seus atos. Certamente, num processo de julgamento seriam identificados outros parceiros, financiadores e mandantes das ações criminosas. Todos merecedores de acompanhá-lo no banco dos réus. Por isso, era conveniente assassiná-lo, não prendê-lo.
            O jornalista inglês Robert Fisk lembra que o mesmo aconteceu com Saddam Hussein: foi enforcado antes que tivesse oportunidade de falar sobre os componentes do gás fornecido pelos EUA e usado contra os curdos ou sobre a ajuda militar que recebeu de Washington quando invadiu o Irã em 1980.
            Não faltaram os aplausos de inúmeros governos à ação militar ordenada por Barack Obama. Desse modo, foram coniventes com a prática da tortura para obter informações, como fizeram e reconheceram autoridades estadunidenses. Ignoraram a violação da soberania nacional do Paquistão, caso se confirme que a ação militar foi feita sem o conhecimento daquele país. Deram respaldo para que os EUA enviem uma tropa de elite para qualquer país para assassinar pessoas que julgam serem suas inimigas.
         Jogaram na lata do lixo o princípio de justiça que exige um processo legal, um tribunal, uma audiência, um defensor, um julgamento para condenar ou inocentar qualquer ser humano. É trágico como a maioria dos governos se comporta como vassalos frente aos interesses dos EUA.
            O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou a afirmar que Bin Laden foi o iniciador de uma ideologia do ódio e causador de milhares de vítimas em todo o mundo, principalmente nos países islâmicos. Sarkozy é o mesmo presidente que lidera uma coalizão de países ocidentais que diariamente bombardeia o território líbio. Mesmo depois de Bin Laden ter sido sepultado no mar, centenas de civis continuam sendo mortos, não por serem islâmicos, e sim porque moram nos territórios ricos em reservas petrolíferas.
            A euforia do assassinato propagada pelo governo Obama e a conivência da mídia ocidental esconderam da opinião pública que Bin Laden foi um “inimigo”, no mínimo, conveniente para o imperialismo estadunidense. No Afeganistão, foi o principal aliado do EUA contra a ocupação da URSS àquele país. Após o fim da URSS e, consequentemente, o desaparecimento do medo do comunismo, o terrorismo de Bin Laden assumiu o papel de inimigo número 1 da pax americana. Os atentados de 11 de setembro de 2001 serviram para que o governo de George W. Bush instituísse a “guerra global contra o terror”, declarasse guerra e ocupasse o Iraque e o Afeganistão e, posteriormente, internalizasse esse conflito no território paquistanês. Uma estratégia que lhe assegurou o controle sobre as reservas de petróleo e dos oleodutos desses países e lhe permitiu instalar bases militares próximas a países como China, Irã e Rússia. Guerras que deram à indústria bélica dos EUA lucros fabulosos e que amenizaram os efeitos da crise econômica instalada naquele país.
            Um inimigo tão conveniente que a própria secretaria de Estado dos EUA, Hillary Clinton, reconheceu, em memorando, que a Arábia Saudita – um dos principais aliados do seu país no Oriente Médio – garantia o apoio financeiro essencial à Al Qaeda. Da mesma forma, não deixa de ser instigante que o Paquistão, aliado dos EUA na guerra contra o Afeganistão, abrigou Bin Laden por seis anos, sem que em nenhum momento fosse ameaçado pelo exército e pelo serviço secreto de inteligência da maior potência militar do planeta.
            Primeiro, não era conveniente prendê-lo porque servia aos interesses do império. Depois, esgotada sua serventia, tornou-se inconveniente sua prisão pelo que sabia e poderia revelar. Morto, ainda serviu para elevar os índices de aprovação do governo do Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama, visando a reeleição em 2012.
            Enquanto continuarem as políticas imperialistas das grandes potências capitalistas, de pouco adiantará ter jogado o cadáver de Bin Laden no fundo do mar. A principal causa das guerras e mortes de civis permanece:a insaciável ganância de acumular riqueza e poder.

Extraido do sáite amigo da uri: www.trocandoemletras.webnode.com.br

Justificativa: Pessoal que acompanha a URI, vocês devem ter notado a minha ausência durante um período, o que realmente aconteceu, problemas familiares ocuparam meu tempo quase que todo e peço desculpas por deixá-los sem novidades, em breve mais artigos originais, críticos e interessantes serão postados aqui no Blog da URI por mim Raul Tavares e meu grande amigo Piantino.Obrigado pela atenção.

17 de Maio - Dia Mundial da Internet

Boa Tarde companheiros!

Queria avisá-los que hoje, 17 de Maio, é Dia Internacional da Internet, aí nos perguntamos, pra que fazer um dia para comemorar a internet? a internet conecta bilhões de pessoas no mundo todo, pois como disse as Nações Unidas, "A internet serve para mostrar o potencial da tecnologia para melhorar a vida das nações e seus povos."

Então fica um aviso, vamos acessar muito e reclamar muito também HEHEHE. Mas lembre-se, a internet teve seus momentos ruins, como o caso dos atiradores de columbine, que tinham um site sobre nazismo, ou os praticantes de cyberbullying... enfim, somente desgraça.

Mas a internet teve seus melhores momentos também, como foi o caso da garotinha que conseguiu um órgão para transplante através da Web, ou o caso das manifestações que ocorreram no Egito no começo deste ano, para tirar Hosni Mubarak do poder, que usaram o poder das redes sociais para acabar com a tirania do ditador.

Portanto, navegue hoje! pesquise, leia, informe-se, a internet existe para isso não é mesmo?



Obs: Meu colega Raul está sem tempo para escrever, mas em breve ele estará devolta.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Aumento salarial de Deputados

Boa Tarde companheiros!

Estava assistindo o telejornal hoje de manhã e me deparei com mais um descasso que a política brasileira causou, de acordo com a reportagem, deputados de Alagoas votaram para aumentarem seus salários em 110%, alguém aí tem noção de quanto vale um aumento de absurdos 110%? os salários iriam aumentar de R$ 9000 para R$ 20.000,00 reais.

Muita gente se pergunta o porque desse aumento absurdo, e a resposta é simples, muitos deputados se acham no direito de serem superiores à nós, meros mortais, e usam seu poder para se autobeneficiarem, como aumento de salário, compra de mansões e carros e viagens ao exterior, enquanto o caos se instala no estado de Alagoas.

A polícia foi gentilmente à assembléia geral para pedir um aumento de "meros" 26% em seus salários, assim como os professores e os bombeiros, a resposta que eles tiveram foi "não", e sabendo do aumento de 110%, não tiveram dúvida, entraram em greve e fizeram manifestações contra os deputados, agora o caos está se espalhando por todos os setores de segurança e educação no Alagoas.

E, infelizmente, quem fica no meio do "bang-bang" são os alagoanos, que infelizmente votaram naqueles deputados despreparados e egoístas, que estão dando boas gargalhadas da cara do povo, enquanto estes passam fome, esse é o Brasil político que infelizmente moramos.

Por: Piantino

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Morte de Osama: Fim do Terrorismo ou começo de uma nova era?

Osama Bin Laden, supostamente Morto em uma operação militar
Boa Noite caros leitores

Muito tempo sem escrever devido à falta de tempo causada pelo excesso de estudos, mas com o evento ocorrido nesta semana, tive que parar tudo que estava fazendo para deixar minha opinião.

No dia 1 de Maio, Barack Obama ia à Televisão para dar a seguinte notícia ao mundo, morria Osama Bin Laden, líder da Al-Quaeda e o mais perigoso terrorista que o mundo já viu, isso soou como música aos ouvidos dos yankees extremamente patriotas, aliás, Osama levou o que merecia por matar cerca de 1000 pessoas nos atendados do 11 de Setembro de 2001.

Há quatro meses de completar 10 anos do atentado do 11 de Setembro, o mundo reconheceu a morte de Osama Bin Laden como uma vitória contra o terror, visto que a Al-Quaeda é a principal rede terrorista do mundo, com ramificações que vão do oriente médio às filipinas, enfim, de caráter global. Tachada como a mais perigosa rede terrorista pelos EUA.

Mas afinal, queria dexar uma observação para todos vocês, leitores, de vários fatos que eu percebi que soam estranho em relação à morte de Osama, primeiro queria descobrir como que os EUA só descobriram agora o esconderijo do Osama, uma "fortaleza" localizada na cidade de Abbottabad, No Paquistão, à 50 Kilômetros da Capital, Islamabad, visto que por 10 anos acreditava-se que Osama estava escondido nas montanhas do Afeganistão, pois como os EUA se mostram grandes observadores, é de fato lógico que eles sabiam há muito mais tempo o esconderijo, mas soa como vingança aos atentados que ocorreram há exatamente 10 anos, um "presente" aos EUA. Outro fato que soa estranho é o exército não liberarem imagens ainda do corpo de Osama, uma coisa que muita gente quer ver para acreditarem de fato que ele foi morto, a única coisa que o exército yankee anunciou foi de que o teste de DNA mostrava que o homem morto na operação era Osama Bin Laden, pois usaram a amostra de uma irmã do terrorista que morava nos EUA.

Agora, o medo do mundo é de que novos atentados ocorram em resposta à morte de Osama, fato confirmado devido à intensos protestos ocorridos em muitos países muçulmanos. Alemanha, França e Reino Unido já declararam que estão de olhos abertos, com medo de novos ataques, a segurança em metrôs, aeroportos, portos e estradas se intensificaram.

Portanto, no meu ponto de vista, Osama ainda não está morto, e sim preso em algum lugar pelo exército estadunidense, pois eu acredito em teorias da conspiração, e todos os fatos que eu citei, ao meu visto, apontam para o fato de Osama ainda estar vivo, mas como os EUA sempre impõem a sua palavra, o negócio será esperar até novas notícias sairem.

Por: Piantino